(Aos meus amigos Liz e Thiago)
Keep Going...não desanime, não desista, focalize seus objetivos, suas metas, mantenha-se firme na decisão de buscar o que você acredita e quer.
Sunday, September 5, 2010
Monday, August 30, 2010
Monday, August 23, 2010
Sunday, July 18, 2010
Friday, June 18, 2010

Mas esquecido foi
Se valeu,
Não perdurou
Não subsistiu
Não resistiu ao vazio da ausência...
O que ficou
Se ficou
Não foi bastante
E inevitavelmente
Extinguiu-se
Como se extingue o cansaço
Como se extingue o medo
Como se extingue a dor
Como se extingue o amor,
Se amor não há.
E mesmo as lembranças
Um dia serão extintas
Uma a uma
Sem mágoa
Sem dor.
Juma Luna
Saturday, May 29, 2010
De mim
Alguém que não sei o nome
Nem a cor dos olhos
Corpo vazio
Sem alma...
Procuro alguém
Sem nome
Sem endereço
Sem apreço
Por ninguém
Sem vida...
Procuro alguém
Na escuridão da noite
No vazio do pranto emudecido
Na tempestade das mutiladas lembranças
No abismo do inexplicável...
Procuro alguém
Que se perdeu de si
No insondável mistério
do silêncio mudo
de sua mente insana.
Alguém que não quer se encontrar
E que ninguém jamais
Encontrará.
ABrito 2010
Saturday, April 10, 2010
Wednesday, April 7, 2010
Deixe na estrada o que restou do tempo.
Junte os pedaços ...
A vida precisa de espaço
Para renascer,
Para florir outra vez.
Não tente dizer
O que já não faz sentido,
O que nada mais traduz.
Deixe que a solidão da espera
Seja preenchida pela escuridão da noite
Quando todas as estrelas estiverem dormindo
E a lua, cansada, escondida atrás
Das nuvens de poeira
Nada ilumine....
Que seja noite
e que a gente possa,
enfim,
recostar a cabeça no berço do silêncio
e adormecer por um instante.
Não diga nada
Deixe que o sonho
escreva uma nova história.
ABrito 2010
Tuesday, March 9, 2010
Mesmo a boa semente, plantada no melhor terreno, precisa ser cuidada, regada, fertilizada, do contrário fenece antes mesmo de florescer.
O alimento da Amizade é o Amor que se expressa nas palavras, nos gestos, no silêncio, na partilha, na soma das singularidades, na aceitação mútua, no respeito às diferenças.
Amigos poderão estar unidos sempre, mesmo nas mais longas distâncias, mas amizade alguma resiste ao silêncio mudo de uma longa e inexplicavel ausência.
É possível entender e aceitar a ausência de comunicação por um certo período de tempo, mas com o tempo o mutismo vai gerando dúvidas, vai descolorindo o sentimento e aos poucos o Amor vai morrendo, até que evapora e desaparece, inevitavelmente.
ABrito/ 2010
Saturday, February 13, 2010
Wednesday, February 10, 2010
A Vida nos proporciona oportunidades que nunca se repetem e por isso devemos estar atentos às mesmas, para que não se percam no labirinto da nossa existência.
São muitas as experiências que vivenciamos e muitas as aprendizagens que adquirimos em cada uma delas. Algumas resultam em alegrias e satisfações que guardamos conosco pela vida inteira; outras, no entanto, esquecemos facilmente e outras não esquecemos, mas evitamos relembrar.
Hoje, jogando “Colheita Feliz” recordei momentos de minha vida que não quero esquecer jamais. Momentos de pura alegria e de imensa riqueza. Momentos que ficaram gravados a ouro em minha memória e que tenho certeza contribuíram para o meu aperfeiçoamento humano como tantas outras experiências no seio da minha família e no convívio com os meus amigos e amigas de infância, adolescência e juventude.
As pequenas coisas, os mais simples e mais sutis gestos de amor e de solidariedade me encantam e me enchem de verdadeira alegria. Fico para sempre agradecida quando percebo e sinto nas atitudes mais simples das pessoas a gratuidade e gentileza que só o Amor pode nos proporcionar. E nesse sentido tenho tantas boas memórias!
Ao jogar o “Colheita Feliz” recordei pessoas com as quais partilhei momentos inesquecíveis , momentos simples e de uma beleza infinita. O cenário, a casa da minha prima Chaguinha, no Sítio Poço dos Cavalos onde eu sempre passava as minhas férias. Uma pessoa tão querida, mais, muito mais que uma prima, uma irmã, uma mãe, uma amiga, uma mestra. Uma casa cheia de crianças, a Vovó sempre por lá com suas histórias engraçadas, seu cachimbo sempre limpinho e sua xícara de café quase sempre cheia, ou sentada numa cadeira no alpendre da casa, com aquele seu olhar às vezes absorto, como que querendo trazer de volta um passado já distante.
Havia também ali a minha prima Lindóia, uma pessoa muito amada, linda, talvez a pessoa mais tranqüila que encontrei até hoje; a Zezinha, a Babil a Dona Julieta, o Francisco o cawbói que paquerava todas as meninas acima de dez anos, o Tutuá, marido da Chaguinha as onze crianças que geraram e muitas outras pessoas que faziam daquele lugar um verdadeiro oásis de paz e de vida.
Quase todas as tardes após o almoço nós ficávamos, Chaguinha, Lindóia e Eu, sentadas em volta da mesa brincando de “fazendeiras”, comprando e vendendo vacas e bois, uma alegria só.
Lembro o cheiro do “leite ferrado” com mastruz e ‘ipepaconha” (era assim que a gente chamava, até hoje não sei o verdadeiro nome daquela erva), do queijo feito ali mesmo, dos melões, da terra molhada pela chuva, dos banhos na barragem, do sabor das mangas fresquinhas que colhíamos “no pé”, enfim, da vida que brotava e florescia em cada recanto daquele paraíso.
Foi assim dos meus 7 aos 14 anos, todos os anos eu estava lá. Entre essas memórias existem muitas outras e muitas outras mais, inesquecíveis igualmente.
Mas o tempo passou e as opções que fiz na vida me distanciaram daquele lugar e daquelas pessoas amadas que tanto bem me fizeram. Mas a distância é apenas física, pois no meu coração e na minha memória essas felizes experiências nunca se apagaram e sou imensamente agradecida a Deus por Ele ter me proporcionado tudo isso.
Sinto saudades e sei que jamais viveremos o mesmo da mesma forma, mesmo que nos encontremos no mesmo lugar, porém o que foi vivenciado é relembrado sempre na exata forma como aconteceu. Foi a mais linda e mais “Feliz Colheita” que fizemos!
ABrito - New York - 10/02/2010
Saturday, January 30, 2010

Paz...
A gente quer a Paz
Porem nem sempre somos Paz.
Vida...
A gente quer viver
Porem nem sempre se vive
como se quer viver.
Felicidade...
A gente quer ser Feliz
porem, às vezes esquece, quer para ser feliz
fazer feliz necessario é.
Amor...
Amados todos queremos ser
porem nem sempre amamos quem mais amado deveria ser.
Sucesso...
muitos querem alcançar
mas trabalhar...nem sempre.
Realização...
tambem se quer buscar
porem as vezes nem se sabe o quê.
Palavras, Palavras, Palavras!
E o vento sorrateiro as varre
por nao encontrar nelas sentido algum.
E a gente vai vivendo
Um a Um
entre sonhos azuis e
laços cor-de-rosa.
ABrito-2010
Saturday, January 23, 2010

Nada ficou, alem da noite escura
e das nuvens cinzentas.
A lua que desenhei
com o gelo que a ausência espalhou no árido chão
não brilhava como as tantas que vi nascer.
Recolhi os pedaços dos sonhos
e à última flor
contei os meus segredos,
antes de atirá-la ao vento.
Já não se ouvia a canção
das estrelas
nem o sorriso iluminado do sol apareceu.
Tudo se perdeu
no vazio da noite
que nunca teve fim.
As cinzas do poema
embaçaram meu olhar
e nada consegui ver
ou escrever...
Já nem caderno há,
nem nome pra riscar,
o tempo que passou soprou o chão
as palavras se desmancharam
e as lembranças também se perderam.
...Enfim percebi que eu podia voar!
by ABrito
(ao amigo que reaprendeu a recomeçar.)





