Wednesday, January 11, 2012

O Amor plenifica nossa Vida e
faz-nos perceber nas pequenas coisas,
nos gestos mais simples,
nas palavras e no silencio,
a docura do aqui e agora... e o sorriso desabrocha,
feito petalas. (ABrito)
Passadas as Festas... Agora eh tempo de
continuar a construcao do Ano Novo,
se quisermos mesmo que ele seja bom e feliz.
Nao ha magica, colheremos cada dia o que semeamos anteriormente. 
O melhor eh sabermos que a semeadura nao acabou 
e que o terreno pode ser renovado a cada instante,
 que podemos lancar novas sementes 
e vermos nascer novos e saborosos frutos. 
Boas sementes, bom terreno, bons frutos...depende de nos. Feliz 2012!
Nao
Nao sou Poeta
Sou atleta... nos campos da vida.
Entre uma e outra partida de Palavras
arrisco um verso
E no inverso das palavras 
escrevo meus Silencios.
Tento rimar Luar e Lua
Rio e Mar
Liberdade e Solidao...
Rima nao tem
Mas tem sentido e sentimento...
E assim me exercito
no que acredito
Ser.

(ABrito)

Tuesday, August 23, 2011





Ser Luz
para que mentes se abram
para que olhos enxerguem
para que metas se alcancem...

Ser Luz...
para que nunca se cansem
para que nunca desistam
para que sempre persistam
na busca:

de um novo amanhecer
de um ar puro e abundante
da vontade de vencer...
da decisao de viver,
na vida cada instante
como se outro nao houvesse.

Ser Luz
para caminhos abrir
para no coracao sentir
o halito doce do Amor
que por Amor nos deu vida
e a Vida por nos doou.

By: ABrito, NY Agosto 2011
Para: Celusia (Se Luz!)

Monday, August 8, 2011



Certas coisas "nao merecem a docura de uma saudade".
Estive pensando sobre isso, no comeco achei que nao concordava.
Saudade ser doce???
 Acabei me convencendo que sim,
Saudade tem um sabor doce  e eh algo bom de se sentir.
A gente sente saudade das pessoas, coisas, lugares, vivencias, que marcaram positivamente a nossa vida, cuja lembranca suscita em nos uma vontade de reencontrar, de retomar, de reviver, enfim, de conservar sempre na memoria da mente e do coracao. E a saudade que atua como balsamo a suavizar a dor da falta, da perda, da distancia. Saudade com sabor de fruta fresca e chocolate quentinho em dias de frio intenso.
E tambem eh verdade, certas coisas, pessoas, lugares e vivencias nao merecem a docura de uma saudade. Alias, nao cabem no espaco sagrado de uma saudade.

ABrito 2011

Monday, June 13, 2011


Que meu silencio expresse
O que me inunda a alma
Sem encontrar as palavras que podem ser ditas…
E que uma vez ao menos
Ele seja compreendido como
Serena expressão de minha alma em prece.

ABrito 2006

Saturday, April 9, 2011


Eu nao tenho que esperar por palavras
presas no labirinto de sua mente
perdidas entre mórbidos rumores.
Eu nao quero roubar o seu tempo
Tambem nao quero despediçar o meu
Ja fiz mais do que poderia fazer
E já nao há mais o que esperar
Tudo que agora eu quero é continuar minha jornada
Eu sei que posso fazê-lo
Tudo será mais facil
Se eu estiver a caminho
Basta que meus pés estejam protegidos
Minha visão aberta
E o meu corpo em movimento
Nao preciso de ninguem que me carregue
Nem que me ampare
E se eu cair, será num outro lugar
onde nao haverá olhares 
a  julgar e a condenar o que nao conseguem ver por dentro…
Já nao quero ver rostos mascarados
Que me assustam e me intimidam
Mentes torpes sugando a minha paz…
Quero sorrisos francos e almas limpas
Palavras que fluam sem dor
E silencios que dispensem palavras.
Meu coração me conhece mais do que eu mesma
E não me deixará seguir a estrela errada.

By ABrito

Monday, March 28, 2011


Pode ser que amanhã seja cedo ainda
Ou tarde demais
Nunca se sabe…
Pode ser que não haja caminho aberto
Que tudo pareça incerto
E que as linguas se confundam e
A gente nada mais entenda
Pode ser que o cansaço me faça desistir
E sem saber o que fazer ou aonde ir
Eu simplesmente me deite
E adormeça.

ABrito 2011

Tuesday, December 7, 2010

Diante do meu filho
Eu me extasio
E nao desvio, por um so segundo,
O meu mundo do seu…
Vejo nele o que eu sou
E o que eu nunca serei
Agora serei eu o aprendiz
Mesmo quando a ele tiver que ensinar.
Seu silencio eh mais eloquente do que tudo ja ouvido
E os meus sentidos sao os seus.
O mundo inteiro se tornou pequeno
Porque o mundo inteiro, neste instante, nao importa
Ele eh o meu mundo…
Ele eh o meu tudo…
Ele eh a minha vida.
Em  meus bracos, seu corpo pequeno
Me faz gigante, para protégé-lo
E no seu olhar, pleno de inocencia
Eu posso ver toda a pureza que o mundo
nao havia me mostrado ainda.
Meu  Filho…seu nome eh a mais doce palavra
Que meus labios pronunciam
A mais doce melodia jamais ouvida
Mateus… Mateus… Mateus…

Dedicado a Socrates e a Andressa
Por Tia Maisa
NY, 07/12/2010

Thursday, October 28, 2010


Quem resistira ao tempo…
O que restara
Depois que o tempo passar
Depois que ja nao mais houver
Tempo.
Quem  escrevera a historia dos dias
quando tanto ainda havia
o que contar…
Quem contara os segundos que ainda faltam
Ate que tudo acabe
Ate que a ultima memoria
Se apague…
Quem sabera
Por que
Tudo acabou…
O tempo???

ABrito 2010

Tuesday, October 5, 2010


Vida
Mais que soma de dias
Mais que noites
Bem ou mal-dormidas.
Vida que teima
E se queima, as vezes
Vida que renasce
E cresce de novo
Vida que se arrisca
Arisca
Ou sorridente
Sempre fria ou quente
Nunca morna
Vida que se adorna de esperanca
Quando a chuva chega
Quando o sol aquece
E quando no ceu
Aparecem as estrelas.
Vida da cor de toda cor
Vida que se veste de
Amor
Quando o Amor encontra.
Vida
Nova Vida
Mesmo quando quase tudo
ja envelheceu.

 By ABrito 04/10/2010

Tuesday, September 21, 2010


Ha pessoas que se falam todo dia
E quase nao entendem o que se fala.
Ha pessoas que quase sempre calam,
cansadas de esperar a voz querida…
Ha pessoas que falam tanto nessa vida
Que esvaziam o universo das palavras
Ha pessoas que quando pensam, travam
E esquecem o que tanto dizer querem
Ha pessoas que so de pensar, ferem
Deixando quem escuta, a voz, emudecida …

Mas
Ha pessoas
Que de tanto e tanto amar
Falar ja nem precisam
Pois trazem, escrita no olhar,
a linguagem melhor compreendida…
a que fronteiras vence
a que montanhas move
a que transforma o silencio mudo
em eloquencia e vida.

ABrito, 2010

Sunday, September 5, 2010

ABrito
(Aos meus amigos Liz e Thiago)


Monday, August 30, 2010



Noites
Dias
Quase o mesmo
Sempre…

E o menino corre
Pela vida
Contando estrelas
Tropecando em pedacos de sol
Dancando ao vento…

Ao fim da rua
exausto
Tenta um olhar por cima da murada
Da velha casa em ruinas

Mas a lua, ainda menina,
Ja sumiu por entre as densas nuvens
Da noite escura
Silenciosa e
Triste.

E o menino
Como sempre
Retoma o mesmo caminho
De volta
Assobiando a cantiga
Que para ele
Ninguem jamais cantou.

E seguem-se
As noites
Os dias
Quase o mesmo
Sempre.

ABrito

Enhanced by Zemanta

Monday, August 23, 2010


A essa vida
E  muito
Tenho navegado
As vezes a nado
Mesmo…

Sem barco
Sem bussola
Sem medo.

Rio que me leva
Rio que me traz
De volta …
Recomeço.

Rio que margeia
Minha vida
Por todos os lados
Rio que passa
Contornando pedras.

Vida-Rio
A favor
Ou contra- corrente
Buscando vertentes
Entre declives e pendentes.

Rio que busca o Mar.
ABrito 2010

Sunday, July 18, 2010


Havia um tempo
Em que nem o tempo
Nem a distancia
Contavam
E passaros
Voavam felizes
Por entre nuvens densas
Ou aquecendo-se
 Ao Sol...

E nunca,
Nunca desistiam
Ou se cansavam de cantar
Uns para os outros.

Havia um tempo
Em que o tempo era preciso
E precioso.

(ABrito)

Friday, June 18, 2010



Por onde eu passei
Sonhos espalhados
Nos jardins sem flores
Nas noites sem luar
Sonhos vestidos de sol
E de solidão
Sonhos tecidos
Em tecidos rotos
Sonhos acalentados
Pela música do vento
E aquecidos ao calor do verão
Em pleno inverno.
Sonhos desfeitos
Rarefeitos…
Por falta de esperança.
Sonhos refeitos
Mas para sempre adormecidos.

(ABrito)



Ninguem te sorriu do mesmo jeito
Nem contou histórias engraçadas
Para alegrar as suas tardes tristes
Depois daquele dia
Ninguem estendeu ao chão
Um outro tapete de flores
Nem perfumou suas manhãs
Com o cheiro agreste
Das flores do campo
Depois daquele dia
Os pássaros esqueceram o canto
E o olhar plangente das estrelas
Apagou com suas lágrimas
O brilho da lua.
Depois daquele dia
As manhãs nunca mais foram as mesmas.

(ABrito)



O tempo não foi perdido

Mas esquecido foi
Se valeu,
Não perdurou
Não subsistiu
Não resistiu ao vazio da ausência...
O que ficou
Se ficou
Não foi bastante
E inevitavelmente
Extinguiu-se
Como se extingue o cansaço
Como se extingue o medo
Como se extingue a dor
Como se extingue o amor,
Se amor não há.
E mesmo as lembranças
Um dia serão extintas
Uma a uma
Sem mágoa
Sem dor.


Juma Luna