Thursday, October 28, 2010


Quem resistira ao tempo…
O que restara
Depois que o tempo passar
Depois que ja nao mais houver
Tempo.
Quem  escrevera a historia dos dias
quando tanto ainda havia
o que contar…
Quem contara os segundos que ainda faltam
Ate que tudo acabe
Ate que a ultima memoria
Se apague…
Quem sabera
Por que
Tudo acabou…
O tempo???

ABrito 2010

Tuesday, October 5, 2010


Vida
Mais que soma de dias
Mais que noites
Bem ou mal-dormidas.
Vida que teima
E se queima, as vezes
Vida que renasce
E cresce de novo
Vida que se arrisca
Arisca
Ou sorridente
Sempre fria ou quente
Nunca morna
Vida que se adorna de esperanca
Quando a chuva chega
Quando o sol aquece
E quando no ceu
Aparecem as estrelas.
Vida da cor de toda cor
Vida que se veste de
Amor
Quando o Amor encontra.
Vida
Nova Vida
Mesmo quando quase tudo
ja envelheceu.

 By ABrito 04/10/2010

Tuesday, September 21, 2010


Ha pessoas que se falam todo dia
E quase nao entendem o que se fala.
Ha pessoas que quase sempre calam,
cansadas de esperar a voz querida…
Ha pessoas que falam tanto nessa vida
Que esvaziam o universo das palavras
Ha pessoas que quando pensam, travam
E esquecem o que tanto dizer querem
Ha pessoas que so de pensar, ferem
Deixando quem escuta, a voz, emudecida …

Mas
Ha pessoas
Que de tanto e tanto amar
Falar ja nem precisam
Pois trazem, escrita no olhar,
a linguagem melhor compreendida…
a que fronteiras vence
a que montanhas move
a que transforma o silencio mudo
em eloquencia e vida.

ABrito, 2010

Sunday, September 5, 2010

ABrito
(Aos meus amigos Liz e Thiago)


Monday, August 30, 2010



Noites
Dias
Quase o mesmo
Sempre…

E o menino corre
Pela vida
Contando estrelas
Tropecando em pedacos de sol
Dancando ao vento…

Ao fim da rua
exausto
Tenta um olhar por cima da murada
Da velha casa em ruinas

Mas a lua, ainda menina,
Ja sumiu por entre as densas nuvens
Da noite escura
Silenciosa e
Triste.

E o menino
Como sempre
Retoma o mesmo caminho
De volta
Assobiando a cantiga
Que para ele
Ninguem jamais cantou.

E seguem-se
As noites
Os dias
Quase o mesmo
Sempre.

ABrito

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Monday, August 23, 2010


A essa vida
E  muito
Tenho navegado
As vezes a nado
Mesmo…

Sem barco
Sem bussola
Sem medo.

Rio que me leva
Rio que me traz
De volta …
Recomeço.

Rio que margeia
Minha vida
Por todos os lados
Rio que passa
Contornando pedras.

Vida-Rio
A favor
Ou contra- corrente
Buscando vertentes
Entre declives e pendentes.

Rio que busca o Mar.
ABrito 2010

Sunday, July 18, 2010


Havia um tempo
Em que nem o tempo
Nem a distancia
Contavam
E passaros
Voavam felizes
Por entre nuvens densas
Ou aquecendo-se
 Ao Sol...

E nunca,
Nunca desistiam
Ou se cansavam de cantar
Uns para os outros.

Havia um tempo
Em que o tempo era preciso
E precioso.

(ABrito)

Friday, June 18, 2010



Por onde eu passei
Sonhos espalhados
Nos jardins sem flores
Nas noites sem luar
Sonhos vestidos de sol
E de solidão
Sonhos tecidos
Em tecidos rotos
Sonhos acalentados
Pela música do vento
E aquecidos ao calor do verão
Em pleno inverno.
Sonhos desfeitos
Rarefeitos…
Por falta de esperança.
Sonhos refeitos
Mas para sempre adormecidos.

(ABrito)



Ninguem te sorriu do mesmo jeito
Nem contou histórias engraçadas
Para alegrar as suas tardes tristes
Depois daquele dia
Ninguem estendeu ao chão
Um outro tapete de flores
Nem perfumou suas manhãs
Com o cheiro agreste
Das flores do campo
Depois daquele dia
Os pássaros esqueceram o canto
E o olhar plangente das estrelas
Apagou com suas lágrimas
O brilho da lua.
Depois daquele dia
As manhãs nunca mais foram as mesmas.

(ABrito)



O tempo não foi perdido

Mas esquecido foi
Se valeu,
Não perdurou
Não subsistiu
Não resistiu ao vazio da ausência...
O que ficou
Se ficou
Não foi bastante
E inevitavelmente
Extinguiu-se
Como se extingue o cansaço
Como se extingue o medo
Como se extingue a dor
Como se extingue o amor,
Se amor não há.
E mesmo as lembranças
Um dia serão extintas
Uma a uma
Sem mágoa
Sem dor.


Juma Luna

Saturday, May 29, 2010

Entre um abismo e outro


Uma ponte quebrada


Silêncio estéril


Vazio


Abismo...


Mais nada.


ABrito 2010




Procuro alguém que se perdeu

De mim

Alguém que não sei o nome

Nem a cor dos olhos

Corpo vazio

Sem alma...


Procuro alguém

Sem nome

Sem endereço

Sem apreço

Por ninguém

Sem vida...


Procuro alguém

Na escuridão da noite

No vazio do pranto emudecido

Na tempestade das mutiladas lembranças

No abismo do inexplicável...


Procuro alguém

Que se perdeu de si

No insondável mistério

do silêncio mudo

de sua mente insana.


Alguém que não quer se encontrar

E que ninguém jamais

Encontrará.


ABrito 2010


Saturday, April 10, 2010


Sou poema
Sou a pena
Que escreve
Na areia ...
Sou a chama
Que incendeia.
Sou o vento
Que apaga
Sou a brisa
Que acalma
Sou a alma...
Sou coragem
Sou o medo
Sou o segredo
Sou paisagem
Sou abismo
Sou miragem
No deserto de uma vida...
Sou a força
E a fraqueza
Sou chegada
Sou partida
Sou na Vida
Simplesmente
O que Sou.


ABrito 2010


Wednesday, April 7, 2010

...Então não diga nada

Deixe na estrada o que restou do tempo.

Junte os pedaços ...

A vida precisa de espaço

Para renascer,

Para florir outra vez.

Não tente dizer

O que já não faz sentido,

O que nada mais traduz.

Deixe que a solidão da espera

Seja preenchida pela escuridão da noite

Quando todas as estrelas estiverem dormindo

E a lua, cansada, escondida atrás

Das nuvens de poeira

Nada ilumine....

Que seja noite

e que a gente possa,

enfim,

recostar a cabeça no berço do silêncio

e adormecer por um instante.

Não diga nada

Deixe que o sonho

escreva uma nova história.

ABrito 2010



Tuesday, March 9, 2010

“Amizade é o Amor que nunca morre”, mas como tudo que existe, precisa ser cuidada, alimentada, nutrida. Se a negligenciamos, enfraquece e poderá morrer. É o custo que a indiferença nos onera.
Mesmo a boa semente, plantada no melhor terreno, precisa ser cuidada, regada, fertilizada, do contrário fenece antes mesmo de florescer.
O alimento da Amizade é o Amor que se expressa nas palavras, nos gestos, no silêncio, na partilha, na soma das singularidades, na aceitação mútua, no respeito às diferenças.
Amigos poderão estar unidos sempre, mesmo nas mais longas distâncias, mas amizade alguma resiste ao silêncio mudo de uma longa e inexplicavel ausência.
É possível entender e aceitar a ausência de comunicação por um certo período de tempo, mas com o tempo o mutismo vai gerando dúvidas, vai descolorindo o sentimento e aos poucos o Amor vai morrendo, até que evapora e desaparece, inevitavelmente.

ABrito/ 2010