Thursday, July 30, 2009


AcorDar

AcorDar...para que tudo brilhe

AcorDar...para que a alegria reine

AcorDar...para que haja saude

AcorDar...para que haja harmonia

AcorDar...para que o sorriso seja largo e sincero

AcorDar...para sentir a vida pulsando em cada momento

AcorDar...para perceber-se pleno de vida

AcorDar...para sentir a felicidade que existe ao redor de si

AcorDar...para sentir-se Forte, quando fraco

AcorDar...para acreditar que eh possivel recomecar

AcorDar...para poder ver alem do que os olhos alcancam

AcorDar...para perceber que o Amor alimenta a vida e que so o Amor lhe tornara livre e verdadeiramente Feliz.

AcorDar...para que a LUZ nunca se extinga!

ABrito-2009

Saturday, July 18, 2009

No chao de giz espalhei as letras do meu canto

mas o vento soprou

e as palavras nao foram escritas.

Na areia da praia

escrevi meu verso

mas o mar chorou seu pranto

inundando a praia

e voce nao leu o que escrevi.

Na solidao do deserto

entoei em silencio as notas do meu canto

e voce entao ouviu,

na voz do vento,

o que eu nao falei…

E ausencia, enfim, lhe fez chorar.

ABrito - 2009

Friday, July 17, 2009


Amanhecer

Mente desperta
Olhos abertos
E o pensamento a ruminar o sonho
Imagens toscas a despertar reminiscências de uma vida inteira.

Amanhã Ser
a luz
a porta
o atalho
a palavra há tanto tempo calada na garganta
ou o silêncio.

Amanhã será.
Será?

ABrito, NY 2009


Tuesday, July 14, 2009


Amizade ha de ser verdadeira

e transparente

como as limpidas aguas da fonte

que alimenta a nascente do rio.

E ha de refletir o brilho do Amor

na sua mais pura essencia.

Ha de ser suave e doce ao dizer Sim

e ao dizer Nao.

Ha de ser semeada no fertil terreno da Alma

e crescer no silencio,

como crescem as plantas,

florescendo e dando frutos no tempo certo.

Amizade ha de estar sempre vestida de esperanca,

e de encorajamento.

Ha de ser ponte

Ha de ser luz

Ha de ser atalho a encurtar ditancias

Ha de ser sabedoria para descobrir com o outro a saida

nos labirintos da vida.

Ha de ter espaco para acolher tantas outras,

sem tolher a liberdade de cada uma

em sua singular expressao.

Ha de ter sua linguagem propria,

fluente e silenciosa

a traduzir o que o coracao sente.

ABrito - NY 2007

Monday, May 11, 2009

Luisa, primeiro aninho,
que venham muitos e muitos e muitos mais.
Que você e sua geração ajudem a contruir um mundo melhor,
mais bonito de se ver e de viver.
Não esqueçam de semear flores,
de alimentar Amores,de tecer sonhos,
e de pintar de verde vivo a pálida esperança que ainda sobrevive
neste planeta cinzento.
Não desistam de manter pura a água,
de manter limpo o ar
para que possam respirar o bom perfume da Vida.
Resgatem nos baús do tempo as lindas memórias dos seus ancestrais...
e façam renascer das cinzas o ouro do passado.
Não deixem morrer a boa semente das verdadeiras Amizades,
construam relações sólidas,
alicerçadas na Verdade, no Amor
e no Respeito mútuo.
Saibam admirar a arte nas suas mais diversas expressões,
não permitam robotizar a alegria
e o prazer de uma boa gargalhada.
Trabalhem, mas não se automatizem.
Vivam a delícia do ócio criativo
que lhes renovará as energias
e resgatará a pureza da mente e das emoções.
Seja Feliz, Faça Feliz, Faça-se Feliz...

Tia Maisa

Sunday, February 22, 2009

A Vida é um rio
e tem a pressa da correnteza.
Como um rio avança,
flui, num doce ou amargo inundamento...
Minha vida é um rio
E eu, navegante,
Tomo meu barco
Minha bússola
E um par de remos...
Se forças ainda tenho
Tenho que remar ainda mais
Antes que o tenebroso inverno
Aumente o volume das águas e
me leve à deriva...
Minha vida é um rio
Sem afluentes
Um rio que corre
Entre montanhas de pedras
Entre barreiras de fogo
Entre blocos de gelo
Um rio que me leva até a solitária ermida
Do meu sonho de liberdade
Numa terra habitada por monstros
De longas asas e de olhos fumegantes
Que se disfarçam de mansos cordeiros
Para mais facilmente suas presas devorarem..
Minha vida é um rio
Que contornando os barrancos
Descobriu sua vertente
E aprendeu, feliz, o caminho do Mar...

ABrito-2006

Wednesday, February 11, 2009


Lua e Mar
e uma ponte invisível
encurtando a distância
entre o provável e o impossível.
E no espaço entre um e outro
eu a esperar
a luz das estrelas se acenderem.
AB/2009

Sunday, February 1, 2009


Existem paisagens que nunca iremos contemplar. São tantas que não cabem na inteira duração de uma vida. Ja vi tantas, algumas guardo na memória, outras se extinguiram com o tempo, por falta de cor ou falta de ressonância.
Imagens suscitam lembranças, recuperam memórias, transportam-nos através do tempo de volta a tempos julgados esquecidos. Revivem e atualizam momentos como se nunca tivesse passado um segundo depois de acontecidos. É a mágica que acontece quando o fértil terreno do coração produz na mente os abundantes frutos da saudade.
São experiências de uma vida inteira, que muitas vezes duram tão pouco, mas se perpetuam, se imortalizam.

Conheci um homem, um santo homem, D.Nivaldo Monte, que entendia muito bem e com uma peculiar sensibilidade a beleza e o siginificado das pequenas coisas. Em suas homilias sempre nos trazia à memória, imagens e retratos da vida, como da pequena flor silvestre que nasce e cresce nos campos sem que ninguém delas cuide e que enfeitam os caminhos trazendo alegria a tantos viandantes cansados e sofridos. Da dança da palma de coqueiro, embalada pela música do vento, a trazer uma incontida alegria a quem deixa-se por ela acalentar . Do sorriso puro da criança inocente que transforma em paz a angústia de um coração inquieto e sofredor. Do olhar silencioso do Amigo que nos aquieta a alma e nos restaura a esperança. Sua linguagem poética sempre tocou fundo a minha alma e me levou a contemplar a grandeza de Deus nas coisas mais simples. Ele era um Poeta do Amor de Deus e suas palavras, gestos e ações tinham a cor do mar, o brilho das estrelas e o perfume dos jardins do Céu.

Todas essas imagens, plenas de significado, dão sentido a nossa existência e ressoam pela nossa vida afora. Ficam registradas para sempre e se projetam em todas as outras imagens, cada vez que contemplamos uma nova paisagem.

Hoje eu vi através de uma enorme janela de vidro um jardim multicolorido, com folhas pelo chão, formando um lindo tapete. Embaixo de uma frondosa árvore de folhas vermelhas, um velho e gracioso banco...e eu pude ver e ouvir, numa paisagem de outrora, nossas vozes, nossos risos, depois nossos passos indo apressados e cheios de esperança ao encontro do futuro, que nos separou para sempre.

E não há dor ou tristeza nisso tudo. Algum arrependimento, talvez. Um pensamento de que esta ou aquela escolha poderia ter sido feita numa direção diferente. Mas o que vale é a vida que temos, a vida que construímos a partir dessas escolhas. Tudo valeu a pena?Sim, eu diria, valeu, mesmo se houve penas. O que se constrói em terreno sólido e seguro, e o que se esboça num chão de giz, em dia de chuva e de vento... Tudo, absolutamente “tudo vale a pena se a alma não é pequena” como disse o poeta Português.

A ausência de tantas paisagens que nunca iremos contemplar nos privarão de sua beleza e encantamento, além das lindas memórias que continuarão guardadas, mas nos pouparão por certo de algumas contritas lembranças e de saudades que nos seguirão por toda a vida.

ABrito – NY, Outono 2007

Wednesday, January 28, 2009

Havia no ar um traço de esperança
Havia na flor um cheiro de alegria
Havia na alegria um gosto de Amor
Havia no Amor um encanto...
E em cada canto eu via
a Via por onde eu devia (ou não devia?) ir.
Ouvi no silêncio uns passos
eram os meus passos que iam
para onde os seus passos iam.
Havia um deserto
e um sonho
Havia uma miragem
e uma descoberta!
(ALBrito)

Tuesday, January 27, 2009

Não há dúvida...
Ele está conosco
no meio de nós
Ele está atento
a cada instante e nos socorre sempre.
Ele ilumina
nossas noites escuras
Acalma as tempestades
que nos ameaçam
Ele nos socorre
mesmo quando tudo parece perdido
Ele abre portas,
aponta saídas,
cria alternativas.
Ele nos dá coragem e força
quando medrosos e fracos pensamos em desistir
Ele nos consola
quando a dor faz brotar da alma
rios de tristeza
Ele nos procura
quando dEle nos escondemos
Ele nos encontra
quando perdidos não sabemos que direção tomar
Ele nos escuta e
nos responde
Ele nos acolhe e
nos aquece
nos seus braços
Ele nos dá sempre uma nova chance
Ele nos Salva
Ele nos Ama.
ABrito-2009

Sunday, January 25, 2009

Banhei meu rosto na fonte das memórias
A mente transbordou lembranças
Os lábios esboçaram o mais doce sorriso,
o mais doce que eu lembro ter dado
desde a tenra infância
E a saudade encheu de estrelas o meu olhar...

Abrito, NY 2008

Wednesday, January 21, 2009


“Compartilhemos nossas similaridades, celebremos nossas diferenças.”

Li esta frase no papel de um bombom que me deram. Reli várias vezes e várias vezes refleti no significado dela. Tenho a impressão de tê-la ouvido várias outras vezes, dita por várias outras pessoas em tempos e situações diversas ou adversas, talvez. Não sei se teve o mesmo impacto de agora, se ecoou tanto no meu interior como agora.

É fácil compartilhar similaridades. É como se duas ou mais pessoas, ao se olharem na superfície de um espelho, enxergassem a mesma imagem.. É como se ao ouvir a fala de alguém identificássemos em cada palavra, em cada gesto, em cada entonação, a nossa própria fala. Não há muito a dizer quando se compartilha semelhanças. Não há o que se questionar. Não há o despertar para algo novo. Estamos repetindo uns para os outros o que já é por demais conhecido. Pode ser bom, ou não. Tedioso ou confortável. Alguém dirá: “Nossa, que legal somos iguaizinhos, almas gêmeas!”; outros dirão: “Tédio, tédio, tédio...melhor morrer a viver nessa mesmice torturante”. Ou quem sabe, alguém se arrisque a propor uma olhada “através do espelho” na tentativa de encontrar alguma diferença, por mínima que seja.

Não é fácil celebrar diferenças. Mas com certeza é possível e extraordinariamente enriquecedor. Notas diferentes, formam a canção. Cores diferentes, formam o arco-íris.A celebração das diferenças resulta da soma delas. Ao somarmos nossas diferenças acrescentamos sabor, cor, cheiro, toque, magia, na vida de cada um. Passamos a enxergar, nas diferenças, a singularidade (a verdade) de cada pessoa, os seus dons, seu jeito único de ser e de se expressar, seus sonhos, seus medos, sua força, suas preferências, enfim, passamos também a nos conhecer melhor, a melhor identificarmos a nossa singularidade. Ao nos percebermos diferentes, ao conseguirmos somar nossas diferenças, compreendemos enfim, que é possível haver “unidade na diversidade” e aí reconhecemos a beleza, a riqueza e a maravilhosa aventura de viver bem.

O problema é que desde cedo ouvimos dizer que “é melhor evitar o que nos divide (diferenças) e tratarmos do que temos em comum (semelhanças)”. Isso até que pode funcionar ao se tratar de crenças, de partidarismo, de idéias fanáticas, para se manter a “pseudestesia”, mas não funciona se quisermos, de fato, buscar a verdade que constrói e liberta.

Cada um possui a Verdade em si. Mas esta Verdade se torna “verdades” ao se somar a nossa subjetividade, nossas atividades psiquicas, nossos sentimentos, emoções, vontades, enfim, ao se misturar ao complexo físico, biológico, psicológico, espiritual que somos.

Ninguém é dono da verdade. Precisamos ter a humildade para admitir isso e a consciência clara de que mesmo não concordando e não aceitando as diferenças da outra pessoa, temos o dever de respeitá-la pelo que ela é. Julgar, discriminar, excluir são verbos que não condizem com o perfil de um ser humano dotado de razão, inteligência e sentimentos.

Ao somarmos nossas diferenças, nossas singularidades, poderemos então celebrar a Verdade que ilumina, liberta, enriquece e salva.
ABrito/ NY 2009

Thursday, January 15, 2009

Chesley "Sully" Sullenberger - Piloto

“Miracle on the Hudson”

Milagre no Hudson, é assim que a População Novaiorquina está se referindo ao que aconteceu na tarde de hoje no leito do Rio Hudson, um dos rios que cortam a Cidade de New York, dividindo o Estado de New York e New Jersey. Um Avião da US Airways que decolou do Aeroporto La Guardia, fez pouso de emergência no rio Hudson. As 155 pessoas a bordo sobreviveram. O avião pousou sobre as águas do rio de forma estável o que manteve a tranquilidade de todos que estavam a bordo.

O Piloto foi considerado herói pelo excelente trabalho numa situação de extremo perigo como essa. Heróis também o pessoal da guarda costeira, da policia de New York, além dos anônimos que ajudaram no resgate .
Heróis também os passageiros e a tripulação que mantiveram a tranquilidade, numa atitude que surpreendeu a todos. Não se via desespero, não se ouvia choro, grito ou manifestação de revolta, medo ou raiva. Inacreditável! Esta foi a palavra mais dita hoje aqui em New York.

Um passageiro ao falar com um repórter disse que quando o Comandante avisou que faria um pouso de emergencia e que as pessoas estivessem preparadas, viu algumas pessoas rezando e ele também começou a rezar e dai não sentiu medo algum. Inacreditável! É o que podemos dizer ante tamanho mistério.

Este fato ocorre num momento especial na vida dessa gente: A crise econômica e a recessão que afetam profundamente o sistema e a vida das pessoas, e a expectativa de mudança, com a eleição do primeiro Presidente Negro dos USA a tomar posse logo mais.

E eu lembrei aquele momento em que Jesus estava no Barco com os Apóstolos quando uma terrível e ameaçadora tempestade caiu sobre eles levando a turma ao pavor. Jesus estava dormindo ou talvez apenas quietinho no seu canto aguardando a reação dos amigos, que logo clamaram por socorro. Ele ordenou que a tempestade se acalmasse e o Milagre aconteceu.

Quem iluminou aquele piloto, quem o dirigiu, quem lhe concedeu tamanha sabedoria e discernimento, auto-controle, calma, naquele momento de extremo stress? ... Algumas pessoas naquele avião rezavam... e um novo Milagre aconteceu!

Parabéns a todos os heróis que viveram “O Milagre no Hudson”. E uma prece de Ação de Graças a Deus.
Que este Milagre diga algo mais a esta gente e a todos nós.

ABrito, NY Jan 15, 2009.

Monday, January 12, 2009


Não importa quanta estrada ainda há pela frente...
Importam os passos que já foram dados,
Os caminhos já percorridos.
Não importa se hoje o sol não apareceu...
Importam as manhãs iluminadas que já vivi
e a certeza de que logo, logo, o sol brilhará novamente.
Não importa se não obtive sucesso em tudo que fiz
Importa que tudo o que fiz foi tudo o que pude fazer,
e o fiz com alegria e vontade de acertar.
Não importa se quem eu encontrei me voltou o rosto...
Importa que o meu sorriso não se apagou
E a minha fé na humanidade não se perdeu.
Não importa se cheguei na estação depois que o trem partiu
Importa que a vida não acabou ainda
E, se não houver outra alternativa,
Não desistirei da jornada
Tomarei outro trem amanhã...
Não importa se pensam que minha inspiração é insana
Importa que a simplicidade dos versos,
a sonoridade de cada palavra e
a eloquência das entrelinhas
tocam o coração
dos que compreendem a minha linguagem
me acolhem e me fazem sentir em casa outra vez.

(ABrito – New York 2006)

Sunday, January 11, 2009

Saturday, January 10, 2009

“O que faz o deserto bonito é que, em algum lugar, ele esconde um poço.” (Exupéry)

Viver é uma aventura. Uma grande e maravilhosa aventura.
Na jornada da vida sempre nos surpreendemos com alguma coisa. Estamos sempre descobrindo novos caminhos, novos atalhos, novas oportunidades de ser e de fazer diferente tudo o que nos é proposto, todos os planos que elaboramos.
A dinâmica da vida nos leva a apressar o passo, a olhar mais atentamente, a avaliar cada circunstância, a apurar os sentidos, a buscar o equilibrio entre as forças, a compreender os sinais, as vozes, a música e a poesia do tempo.
Mesmo quando “a vida se faz deserto”, quando tudo parece miragens, a certeza de que há um oásis logo ali em frente nos impulsiona a caminhar, a suportar o fogo e o gelo, a enfrentar a instabilidade das dunas, sem medo de perder-se no vazio e na solidão.
Não há outro caminho, senão viver.
Não há outra alternativa, senão buscar e partilhar a felicidade.
Não há outro caminho, senão o Amor, a Liberdade, o respeito à diversidade, a alegria de saber-se amado, de sentir-se respeitado e acolhido.
Não há beleza maior que o sorriso.
Não há bálsamo mais eficaz que a Amizade verdadeira, gratuita e generosa.
Não há música mais linda que o silêncio solidário.
Não há paisagem mais encantadora que o olhar iluminado de quem nos quer Bem.
Não há maior dádiva que a dádiva da Vida.
Viver
Reaprender
Recomeçar... Eis o segredo escondido no poço.

By ABrito, NY 2009

Thursday, January 8, 2009

Meus Pais, em Caicó RN, Brasil. 24 de Dezembro de 2008.



Wednesday, January 7, 2009


Hoje li num jornal que um homem, recem ex-milionário, atirou-se numa linha de trem e morreu imediatamente. Ele estava desesperado por ter perdido “tudo” com a queda da Bolsa de Valores e por não conseguir ver saída diante da crise que assola a América e o Mundo. Pobre homem. Que Deus o acolha.
Eu comecei então a pensar sobre o fato, mas decidi não ir fundo. Não conheço a familia desse homem, nem o seu nome lembro. Para que tentar entender o que não tem como se explicar. Melhor recolher-me e assim evitar mais um julgamento leviano a somar-se a tantos que já foram feitos. Rezar por esta familia é, no mínimo, uma opção mais decente.
Mas não consigo esquecer o fato.
Em que estamos reduzindo a nossa existência?
Isso poderia ter acontecido na minha família, entre meus amigos e pessoas próximas a mim. Poderia, inclusive, ter acontecido comigo. E por que não? Não tenho milhões a perder, mas tenho também “minhas coisinhas”...
Ninguém está isento ou isenta de cometer qualquer ato, por mais absurdo que pareça.
Somos frágeis, limitados, insatisfeitos.
Estamos sempre colocando nas coisas e nos outros a nossa segurança.
Temos medo da falta de coisas. E às vezes quando as perdemos, nos perdemos.
Passamos a vida toda investindo tempo, energia, trabalho, saúde, vida, na incessante busca de coisas. “A medida do ter nunca está cheia”.
Não nos damos conta de que as coisas ocupam espaço demais na nossa vida, mas não preenchem os nossos “vazios”, as nossas “carências”, nossas reais necessidades.
Amor, Saúde, Alegria, Paz, Carinho, Atenção...nada disso se compra e nem sempre temos, ricos e pobres. Não temos por que não semeamos. Não temos porque não oferecemos. Não temos porque nem sempre preservamos.
As coisas são importantes, eu sei. São necessárias. Mas não são essenciais. Sobrevivemos sem a maioria delas.
“As coisas não precisam de você...” diz o poeta.
Quando é que vamos reconhecer a plenitude da vida, hein?
Já tentaram me convencer que “só no céu”. Então o que viemos fazer aqui???
O céu é o lugar do júbilo, da eterna celebração pela única e maravilhosa oportunidade que tivemos de viver como seres humanos, inteligentes, dotados de razão e de sentimentos, capazes de conhecer a felicidade na convivência e na partilha.
“Eu vim para que TODOS tenham VIDA e a tenham em plenitude.” (Jesus Cristo, o Messias). Do céu nos veio a certeza, mas é aqui na terra o lugar da semeadura e da colheita.

Então...

ABrito, Jan 7, 2009