Tuesday, January 19, 2010

PALAVRAS

Palavras não dizem tudo

Quando tentam dizer, nada dizem...

O essencial em geral está por trás delas

ou nas entrelinhas invisíveis do não dito.

Palavras quase sempre estragam a mágica beleza do silêncio...

Prefiro a linguagem do olhar

Silenciosa e sábia; plena e lúcida.

Palavras, ferem.

A eloquência do silêncio, cura.

Somente quem aprende a ver o que as palavras não dizem

é capaz de conhecer e de Amar.

ABrito

SILÊNCIOS

De silêncios se veste a minha Alma

Silêncios de todas as cores (silêncios, se silêncios, tem cor)

Azul, quando relembra os sorriso dados e recebidos

Verde, quando os encontros são recordados, como fotografias perfeitas de momentos inesquecíveis.

Roxo, ao lembrar os desencontros e as longas e intermináveis esperas...

Cinza, ao sentir de novo a morna lágrima descida, feito rio, no rosto marcado pela dor..

Marrom, ao recolher os pedaços do coração atingido pela indiferença.

Amarelo, quando de novo sente as angustias das frustrações e das perdas

Laranja, ao contemplar feliz as tantas alegrias vividas e partilhadas

Vermelho, ao sentir o pulsar da Vida renovando-se a cada instante

e de novo Azul, sua preferida cor, ao sentir-se amada, plena, transbordando Amor.

Minha Alma pinta a minha vida, quase sempre de Azul, Verde, Laranja e Vermelho

e os seus silêncios, como notas tocadas pelo vento,

fazem dançar felizes as ondas do mar,

a lua e as estrelas do Céu Azul que lhe revestem e lhe alimentam!

ABrito

Sunday, December 27, 2009

O tempo passa mais rápido do que às vezes queremos… alguns dias bem que poderiam ser mais longos; outros, nem tanto. Mas o fato é que o tempo está passando rápido demais. Um dia desses desejávamos Feliz 2009, e na ocasião não fazíamos a menor idéia do que iria acontecer durante o ano. Cada novo ano é assim, nunca sabemos como vai ser e sempre desejamos que seja o melhor de todos!

Eu gostei do ano que ora termina. Foi um bom ano, apesar da minha agonia com o meu visto se vencendo… Graças a Deus na véspera do Natal recebi a extensão do mesmo. Nada pior do que pensar na possibilidade de ficar ilegal num País estrangeiro… redundante esta minha afirmação, pois não se fica ilegal no País de origem. No País de origem fazemos coisas ilegais, mas como ilustres cidadãos!

Conheci novas pessoas, novos lugares, vi muita coisa bonita de se ver, realizei alguns sonhos como ver o Fantasma da Ópera na Broadway , mais uma vez o Show de Natal no Radio City e mais uma apresentação do Circo de Soleil entre outras coisinhas mais. Porém nada foi melhor, mais festivo e mais feliz do que reencontrar a família e os amigos nas cinco semanas de férias que gozei no meu País e mais ainda, a Celebração dos 80 anos de minha Mãe e dos meus 50 anos, em Caicó, com toda a minha família e com amigos muito especiais os quais eu não havia me encontrado há anos. Outra alegria imensa foi, na mesma ocasião, conhecer minha mais nova sobrinha, a Luisa. Alegrias assim não imensuráveis e alimentam a alma da gente a vida inteira.

Agora é esperar 2010 e acolhê-lo com a mesma vontade de que seja um ano bom. E além do desejo de que seja bom, o firme propósito de torná-lo um ano bom. Tudo que há por vir virá em consequência de nossas ações e das ações das outras pessoas. Não basta termos boas intenções, o desejo só também não basta. É preciso, antes de qualquer coisa, querer algo novo, diferente, saudável, feliz e se dispor a agir de forma a realizar os desejos e sonhos. Ou, não fazer nada e nada de novo ver acontecer como se quer e assim, aceitar perder o direito de reivindicar.

Depende de cada um e cada um significa muito!

Desejo mesmo é que tenhamos saúde e lucidez para criarmos oportunidades e aproveitar as oportunidades para realizarmos o melhor para o mundo inteiro. Luz para enxergarmos os caminhos e os atalhos que encurtem as distâncias entre nós. Para a distância geográfica há soluções, mas para as distâncias que dividem as pessoas e nos tornam estranhos uns para os outros, ainda precisam ser procuradas. E é urgente que isso aconteça.

Desejo também que nos libertemos dos sentimentos mesquinhos que nos tornam pequenos e aprendamos a conviver com a diferença, a respeitar as idéias de cada um e suas opções de vida, sem ter que julgar ou condenar quem quer que seja. Aprender a buscar a unidade na diversidade, compreendendo que o que o outro é ou faz não anula o que somos e fazemos. Somos únicos, porém necessitamos da singularidade do outro para que a sinfonia da vida esteja completa.

Feliz Ano Novo. Que Deus abençoe a todos e a cada um de nós!

ABrito, NY, Dez 2009

Saturday, December 26, 2009

Há dois mil anos, quando Jesus nascia em Belém, seus Pais não encontraram, nas hospedarias da cidade, um lugar onde Maria pudesse trazer à luz o seu Filho.

Não havia lugar para o Menino-Jesus no mundo sócio-politico-religioso daquela época. Apenas numa estrebaria nos arredores da pequena cidade seus pais encontraram um lugar aconchegante para acolhê-lo.

Talvez se as pessoas soubessem quem era Jesus, alguém tivesse oferecido a suíte real da melhor hospedaria. Mas, não era isso que Jesus precisava ou queria. Ele queria mesmo nascer, estar entre seus conterrâneos, aprender a cultura de sua gente, partilhar a vida e os costumes de sua pátria aqui na terra.

E foi ali, naquele lugar simples, desprovido de realeza que o Rei pode contemplar pela primeira vez o rosto da humanidade à qual assumia naquele mágico momento.

Tamanha foi à alegria dos pastores ao perceberem que na escuridão daquela noite fria uma Luz, nunca antes vista, brilhava ao som da melodiosa canção dos anjos.

E chegaram os Reis do Oriente com presentes para o Rei dos reis...

Passados tantos anos a pergunta continua a mesma: Há lugar para o Menino-Jesus, cujo Natal celebramos com tanta divulgação e festa, no atual contexto sócio-político-religioso? Há lugar para o Menino-Jesus na vida de cada um de nós? Estamos preparados para receber em nosso meio o Messias? Estamos dispostos a acolher a Sua mensagem e assumir em nossa vida a proposta que Ele nos trouxe? Estamos preparados para acolhê-lo na pessoa de cada irmão, independentemente de sua raça, posição sócio-cultural, estilo de vida, crença, ideologia, enfim, diferente e único em seu modo de ser e de viver? Estamos dispostos a nos tornar discípulos do Mestre?

Ainda há tempo...Podemos assumir uma nova atitude ou assumir a postura do dono da hospedaria e dizer a quem nos procura: “Deixe-me em paz, não há mais lugar”. A Escolha é nossa.

ABrito - 2009, na mahã do Natal

Thursday, December 24, 2009

Feliz Natal...

Brilhem as
Estrelas

Cantem os
Pássaros

Saim dos
casulos as borboletas e voem felizes !

Abram-se as fronteiras

Cessem as guerras

Voltem ao lar os exilados

É Natal!

Abracem-se os Amigos

Estendam-se
Mãos ao encontro de outras Mãos

Abra-se no rosto marcado pela dor, o Sorriso da Vida!

Renove-se a Esperança

Aprofunde-se a Fé em Deus e em nós
homens e mulheres

que este
universo habitam

para que o
milagre da vida aconteça a cada instante.

Que o Amor vença o medo

Que o Amor vença o cansaço

Que o Amor vença as misérias

que atormentam o corpo e a alma

e que nos liberte

de novo

e sempre!



ABrito - 2009

Saturday, November 14, 2009

Vou escrever uma história
sem interrogações, sem reticências…
Será um texto longo, com milhares de par
ágrafos e pontos finais.
Cada parágrafo, fim e recomeço, contará outras histórias,
pedaços de vida plenos de risos e de lágrimas, mas muito mais de risos.
Uma história com início bem definido
e sem final, para não ter que ser feliz ou triste.
Uma história apaixonante, com cheiros e sabores,
janelas abertas e portas hermeticamente lacradas
para fazer sofrer os curiosos… por não poderem abri-las,
e fazer rir os de almas limpas e livres.
Uma história que poderá ser lida por qualquer um
mas entendida somente por poucos,
por aqueles que entendem a verdadeira linguagem
dos desertos e suas miragens,
das estrelas e do mar,
da cor azul das misteriosas cavernas
e suas secretas passagens
que revelam a luz
e a cachoeira
de águas prateadas.

By ABrito

Thursday, November 12, 2009


Esta foto foi tirada, da janela do meu quarto, no meu primeiro dia em Nova Iorque, Estados Unidos .

Este foi também meu primeiro contato com a neve e algo muito interessante aconteceu. Neste dia, 10 de fevereiro de 2006, foi registrada a maior tempestade de neve dos últimos 20 anos na Cidade de Nova Iorque, 14 polegadas! Em geral as tempestades de neve aqui não ultrapassam 3, 4 polegadas. Foi de fato um lindo espetáculo. A mãe natureza me recepcionou muito bem, senti-me privilegiada!

Lembro que diante dessa janela, misturado ao encanto da visão prateada do inverno, eu perguntava a mim mesma: O que estou fazendo aqui? Que idéia maluca essa de vir morar tão distante do meu povo? E não sei traduzir bem o sentimento experimentado naquele momento, um misto de excitação e medo diante do novo e totalmente desconhecido.

Eu não falava inglês, as poucas palavras que eu sabia pouco me ajudavam e, na verdade, eu não “morria de amores” pelos Estados Unidos. Mas aqui estava eu, por livre e espontânea vontade.

Já se passaram quase quatro anos e continuo aqui, num Outono lindo antecipando mais um inverno frio que esta quase chegando, e com o espírito em plena primavera! Quase não acredito como o tempo tem passado rápido e como eu tenho facilmente me adaptado a esta totalmente nova experiência de vida.

Na verdade sou de fácil adaptação. Já morei, no Brasil, em diferentes cidades, além do Estreito - o Sitio onde me sinto orgulhosa de ter nascido - e em cada lugar me senti bem, adaptada, feliz. Aqui em Nova Iorque não está sendo diferente, neste sentido.

Gosto da Cidade, da pluralidade cultural, da beleza de cada estação, do Povo Americano, especialmente nossas Irmãs de Congregação. Não fosse o amor imenso que sinto por minha família, o que me faz sentir muita saudade, eu poderia viver aqui para sempre. Mas pelas experiências de vida, acumuladas do decorrer dos tempos, para sempre não consta no dicionário da minha vida! Eterno mesmo, para mim, só o Amor de Deus e a vida após esta por Ele prometida.

Não sei se terei uma vida longa, sou meio convencida que não, embora não deseje isso, mas mesmo que não tenha não poderei reclamar. Tudo o que eu tenho vivido tem me trazido muitas alegrias e sinto-me realizada e feliz como ser humano. Tenho aprendido muito com minhas experiências de vida, mesmo aquelas que resultaram em dor, e sei que tenho muito ainda a aprender e a partilhar.

Através das janelas dos meus dias quero ter a graça de ainda poder contemplar muita beleza, onde quer que eu esteja.

Deverei retornar em breve ao meu Pais, até lá tentarei viver aqui cada instante como se fosse o ultimo. Aliás, tenho me convencido cada dia mais da importância de se viver em plenitude cada momento que a vida nos oferece, pois estes passam e não retornarão jamais da mesma forma. Tenho aprendido também que não vale mesmo a pena guardar memórias que não nos façam felizes quando relembradas ou alimentar qualquer ressentimento prejudicial à nossa felicidade e que as pessoas que verdadeiramente nos amam, mesmo distantes geograficamente, não se fazem distantes e nunca, nunca nos abandonarão. E, nesse sentido, acredito na palavra jamais.

Que outras janelas me mostrem outras paisagens ou quem sabe as mesmas, revestidas de um novo tecido.

By ABrito – Novembro, 2009


Wednesday, November 11, 2009

“Amai os vossos inimigos”

Algumas pessoas costumam dizer: “Desejo aos meus oponentes o dobro do que eles a mim desejam, inclusive o mal” . Ou ainda, “Deus lhe dê em dobro tudo o que a mim deseja, inclusive o mal”.

Um dia, falando aos discípulos Jesus os questionou: “Se um filho pede ao pai um pão, o pai não lhe dará uma pedra (Mt 7, 9); se pede um peixe, não lhe dará uma serpente; se pede um ovo, não lhe dará um escorpião. "Pois, se vós que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu vos dará se o pedirem?" (Lc 11, 11-13).

Deus jamais faria mal a alguém. Ele é Amor e o Amor não deseja o mal, não faz o mal, não promove o mal. Pedir a Deus que aja a partir da nossa lógica e esperar que Ele “castigue” alguém que algum mal nos fez é desconhecer completamente a lógica do Amor, que ao sentir-se ferido apresenta a outra face, isto é, retribui com o bem.

Acontece que tudo na vida é consequente. Tudo que fazemos retorna a nós de alguma forma, não porque Deus manda de volta, mas como consequência do nosso livre arbítrio. Se fazemos o Bem, este retornará a nós; se ao contrario, fazemos o mal, este também retornará a nós de alguma maneira.

Mesmo quando a pessoa atingida não retribui com uma ação má, porque o mal por si mesmo é autodestrutivo ressoará na consciência de quem o cometeu, às vezes para sempre, como resposta a sua ação. E somente quando a pessoa perdoa a si mesma é que liberta-se, enfim, do sentimento de culpa que a atormenta, sentindo-se também livre para pedir ao outro o perdão.

Fico sinceramente indignada quando ouço alguém dizer isso ou quando diante de uma catástrofe, tentando confortar a quem sofreu a perda, diz: “Conforme-se, Deus quis assim.” Melhor que tal pessoa não dissesse nada , seu silêncio daria mais conforto e evitaria tão absurda afirmação. Por que atribuir a Deus as consequências das ações humanas? Deve-se responsabilizar quem de fato as cometeu, quem as procurou, quem as favoreceu. Não culpemos Deus por nossas insanidades e irresponsabilidades! Isso sim, acredito ser pecado.

Façamos o Bem. Desejemos o Bem, mesmo a quem nos deseja o mal. Ofereçamos ao outro o que de melhor somos e temos (“oferecer a outra face”). Isso, na verdade, é o que traduz o "Amai os vossos inimigos” (Mt. 5. 43). Deus não exige que nos submetamos à perversidade de quem nos machuca, o que Ele nos pede é que não deixemos que o outro determine as nossas ações ou reações, retribuindo com a mesma moeda. Se o que o outro tem é lixo, ofertemos-lhe flores em troca, quem sabe assim ele as prefira da próxima vez.

“Paz não significa ausência de guerra”...Paz significa vivência do Amor!

By ABrito, 2009

Thursday, November 5, 2009

Caminhão de Mudança

(Jessier Quirino)

Vai pela Estrada um caminhão repleto de mudança

Levando a herança de herdeiros de poucos herdados:

Os engradados de uma cama finalmente em pé

Arca e Noé prisioneiros desse estaqueado.

Encaixotados os tecidos, mimos e quebráveis.

E os incontáveis cacarecos soltos, remexidos.

Dois falecidos num retrato olham pra paisagem…

Guardando imagens e lembranças dos seus tempos idos.

Um velho espelho já trincado mostra o azul do céu

E o mundaréu ensolarado se faz de carona

Uma meia-lona sobreposta com o melhor arrojo

Se faz de estojo pra relíquia da velha sanfona.

Uma poltrona escancarada de pernas pra cima

Fazendo esgrima com cadeiras, bancas e tramelas

De sentinela a dois pilões de bojo carcomido

E um retorcido pe de bucha de flor amarela.

Em dois colchões almofadados dorme a bicicleta

E duas setas de uma caixa mostram dois achados:

Um emoldurado de retrato com um Jesus sereno

E o ultimo aceno de saudade de um cortinado.

Desbandeirado segue o carro rumo ao seu destino

Um peregrino pitombado de grande esperança

Vai, na boleia, um passageiro carregando sonhos

Vai, na traseira, dez carradas de velhas lembranças.

Tuesday, November 3, 2009


Árvores secas
Dias cinzentos
Olhares tristes
Túneis escuros,
Sem luz no fim.
Passos perdidos
Sem direção
Na contramão da vida.
Vidas secas
Mentes torpes
Vidas mortas
Linhas tortas… sem nada escrito.
Braços cruzados
Mentes vazias
e insencíveis…
Mãos estendidas
Vidas famintas
Sorte esquecida
Jogo perdido
sem vencedor.
Nuvens escuras
Incendiárias
Ventosidade
Fogo no ar
Corpos tombados
Lágrimas
Dor.
Ponto final
Exlamação
Vidas correndo
Em outras mãos
Vida sobrando
Vida de menos
Interrogação.

(ABrito-2009)

Sunday, October 11, 2009

Sua voz ainda ressoa, suave

Entre as paredes do templo

Mas ali ja nao te encontras.

No velho piano, desafinado pela poeira dos solitarios dias,

Alguem dedilha uma plangente melodia .

Sem plateia,

Sem aplausos,

Sem vozes a entoar um canto,

o velho piano silencia,

amargurado e triste

pelo pesar da ausencia.

A voz que lhe aquecia a alma

Partiu silente e traicoeira

sem um palavra

sem um adeus de despedida

sem um ultimo acorde

sem uma cancao derradeira.

Partiu pra nunca mais voltar

como partem os que se cansam

de cantar a mesma cantiga.

E na pressa de partir

Nao conseguiu sentir

Que ali ficava

sobre um teclado emudecido

um coracao

despedaçado e emudecido.

ABrito-2009.

Saturday, October 3, 2009

Parece foi ontem

Que a gente nasceu…

O tempo passou

E a gente nem viu…

E a gente cresceu

E a gente mudou

Mas o que viveu…

Nunca se apagou.

Sempre vou lembrar

Da infancia vivida.

Toda nossa vida

Foi plena e feliz

Mas aquele tempo

Foi o que marcou

Foi o que deixou

Melhores lembranças…

Hoje ja crescidos

Com marcas do tempo

No corpo e na alma

Trazemos nas palmas

Das maos estendidas

Nossa ação de graças

Ao Senhor da Vida

Por sermos felizes

Por sermos Familia.

Mesmo a distância

Que hoje separa

Cada um de nós

Nada significa

Pois os corações

Continuam unidos

Atados com nós

Nunca destruidos!

Parabens, Irmão

Do meu coração

Ao seu, com Amor

Minha gratidão

E a certeza plena

Da felicidade

de sermos irmãos

de Fé, de Verdade!

ABrito – 2009 – Já celebrando o dia que, com a sua chegada, o mundo ficou mais feliz!