
Keep Going...não desanime, não desista, focalize seus objetivos, suas metas, mantenha-se firme na decisão de buscar o que você acredita e quer.
Tuesday, November 3, 2009

Sunday, October 11, 2009

Sua voz ainda ressoa, suave
Entre as paredes do templo
Mas ali ja nao te encontras.
No velho piano, desafinado pela poeira dos solitarios dias,
Alguem dedilha uma plangente melodia .
Sem plateia,
Sem aplausos,
Sem vozes a entoar um canto,
o velho piano silencia,
amargurado e triste
pelo pesar da ausencia.
A voz que lhe aquecia a alma
Partiu silente e traicoeira
sem um palavra
sem um adeus de despedida
sem um ultimo acorde
sem uma cancao derradeira.
Partiu pra nunca mais voltar
como partem os que se cansam
de cantar a mesma cantiga.
E na pressa de partir
Nao conseguiu sentir
Que ali ficava
sobre um teclado emudecido
um coracao
despedaçado e emudecido.
ABrito-2009.
Saturday, October 3, 2009
Que a gente nasceu…
O tempo passou
E a gente nem viu…
E a gente cresceu
E a gente mudou
Mas o que viveu…
Nunca se apagou.
Sempre vou lembrar
Da infancia vivida.
Toda nossa vida
Foi plena e feliz
Mas aquele tempo
Foi o que marcou
Foi o que deixou
Melhores lembranças…
Hoje ja crescidos
Com marcas do tempo
No corpo e na alma
Trazemos nas palmas
Das maos estendidas
Nossa ação de graças
Ao Senhor da Vida
Por sermos felizes
Por sermos Familia.
Mesmo a distância
Que hoje separa
Cada um de nós
Nada significa
Pois os corações
Continuam unidos
Atados com nós
Nunca destruidos!
Parabens, Irmão
Do meu coração
Ao seu, com Amor
Minha gratidão
E a certeza plena
Da felicidade
de sermos irmãos
de Fé, de Verdade!
Saturday, September 26, 2009

Essas velhas ruínas já foram um lar.
Já abrigaram pessoas felizes. Já foi escola. Já foi espaço onde a poesia enfeitava as noites, à luz da lua e das estrelas. Essas ruínas já abrigaram sonhos e guardaram segredos.
Já foram a nossa Casa, o aconchegante lugar onde eu nasci e onde todos nós crescemos.
Era uma casa bonita, grande, de paredes sólidas e altas. Para mim a mais bonita de todas, lugar onde nos sentíamos seguros, ao lado dos nossos Pais.
Nossa casa estava sempre cheia de gente. Além dos primos que moravam conosco ou vinham nos visitar vez em quando, havia sempre algum outro parente, amigo, vizinho ou vizinha a nos fazer companhia.
Era de verdade o lugar onde havia alegria, onde nos sentíamos felizes.
Hoje nada mais existe, nem mesmo as ruínas. Esta unica parede nao suportou mais, a velha Casa despediu-se da vida, ao despedir-se de nós. Sentiu-se só, como se sentem sós as pessoas ao verem os amigos partirem, e não resistindo às intempéries, desabou.
São muitas lembranças, memórias que serão guardadas para sempre e revividas cada vez que recordamos os anos que ali vivemos. Essas lembranças não serão destruídas. Enquanto existirmos, estarão conosco. São raras, preciosas, indestrutíveis, pelo valor que guardam em si mesmas. Elas representam a história da nossa Vida, da nossa Família.
Neste lugar, antes nosso Lar, aprendemos com nossa Mãe que também foi nossa primeira Professora, a desvendar o universo das palavras e das ciências. Aqui nossos Pais semearam em cada um de nós sementes de Vida, de Sabedoria e de Fé.
No alpendre da casa ou à sombra da velha tamarineira a nossa avó materna aguçava a nossa curiosidade infantil, contando-nos histórias do passado. Ainda hoje lembro o brilho dos seus olhos e o inconfundível cheiro do seu cachimbo. Guardamos dela doces lembranças.
Recordo cada momento que ali vivi. Posso ainda ouvir os sons, o tom das vozes, ver as cores, sentir o cheiro das frutas frescas na cozinha ou no armazém; o cheiro do queijo feito todos os dias e guardado na despensa; o cheiro dos animais que pastavam ao lado, no terreiro da casa.
Essa Casa foi o lugar onde tudo o que somos começou a existir, e lá nossa lembrança retornará sempre, pois ali estarão para sempre as nossas raízes.
Assim entendo que mesmo quando tudo está aparentemente destruído, quando já não existe um sinal sequer de algo que já foi concreto, é possível se reviver tudo e sentir de novo a mesma alegria de antes.
Se de fato, alguma coisa teve significado e fez diferença na nossa vida, nunca será esquecida. Nada será capaz de destruir a memória dos tempos felizes.
Essas memórias ficam entranhadas na nossa carne, no nosso sangue e mesmo se perdermos a noção de tudo elas continuarão circulando nas nossas veias, alimentando nosso espírito até que também não haja um único sinal de nós, na terra onde um dia existimos.
Wednesday, September 23, 2009

Moço engraçado
Do nariz vermelho
Através do espelho
Que o mundo contempla
Cria, reinventa,
Uma nova alegria
E assim cada dia
Renova-se por dentro
Sem contar o tempo
Que tem pra viver.
Praticando o “ócio
da imaginação”
No “circo da vida”
foge ao padrão
do senso comum…
Em frente ao balcão
Seu livre pensar
Fecunda a razão
E espalha no chão
Sementes de Vida.
Moço iluminado
Que um dia entendeu
Que pra ser feliz
Precisa esquecer-se
E nos outros pensar…
Pois felicidade
Só tem quem aprende
Do outro cuidar.
No circo da vida
Isso chama-se: Amar!
Sunday, September 20, 2009
Chega o outono, a estação multicolorida, de clima ameno e ventos brandos.Os dias longos de verão se tornam mais curtos, embora ainda cheios de brilho, e agora de cores.
Uma beleza cujo esplendor não durará mais que poucos dias, quando enfraquecidas e amareladas as folhas todas cairão, mas suficiente para dar uma festa ao olhar cada vez que a contemplamos.
Vale a pena caminhar pelas ruas, estradas e parques banhando os olhos na mais original pintura nunca antes produzida em outra tela que não seja a face da natureza.
É delicioso sentar-se no banco de uma praça observando a dança das folhas ao caírem , formando um imenso tapete onde repousará a saudade, fruto de tantas e tantas lembranças de um verão que passou.
É prazeroso perceber a delicadeza com que o vento toca os galhos das árvores, como que roubando-lhe um beijo, ganhando em troca as douradas folhas com as quais ornamentará o chão por onde passar.
O vermelho-alaranjado das folhas dá um tom de realeza à natureza vaidosa, que ao contemplar-se no espelho das águas deixa realçar o lirismo de sua poesia e do seu encantamento.
O esplendor das folhas, a delicia dos frutos, a suavidade do clima, escondem a sua fragilidade ao preparar-se para o inverno com seus dias escuros, frios e melancólicos e transformam a perda em gesto de total despojamento e doação, a nos ensinar que nas perdas muitas vezes estão escondidos ganhos.
Ao perderem as folhas, as árvores desnudas estarão prontas para receberem os ventos frios, a neve e o gelo que lhe adornarão os galhos até a primavera.
É a natureza pronta para um novo ciclo de renovação. É a vida a atualizar-se, acolhendo o novo, o diferente, o inevitável.
Que as cores e os sabores outonais reavivem nosso desejo de viver a intensidade e a plenitude de cada momento, como se o para sempre nunca tivesse fim.
ABrito-2009
Friday, September 18, 2009

Meus escritos são meus pensamentos desenhados no papel.
Tuesday, September 15, 2009

O Menino
O sino da pequena Igreja tocou às 5 da manhã, acordando o povoado inteiro. O sol já começa a preparar o novo dia. As folhas e flores orvalhadas se despendem da madrugada fria e esperam ansiosas os primeiros raios de sol. O menino, ainda sonolento, caminha com seus passos lentos em direção ao ponto do ônibus que o levará até a escola. Ele não sabe ao certo porque tem que ir. Preferiria estar em casa, ou na rua, correndo nas calçadas e becos, conversando com o verdureiro, com o moço da mercearia, jogando bola com os amiguinhos e assoviando pra menina que lhe faz sentir o coração bater mais forte, cada vez que lhe sorri daquele jeito tímido e encantador.
“Não sei para quê que inventaram Escolas”, pensa o menino. Ele tem apenas 8 anos e nem aprendeu ainda a fazer a conta de quantos anos ainda tem que ir à escola até tornar-se o que seus familiares querem que ele seja. Na verdade ele nem sabe o que é que eles querem que ele seja. Não está preocupado com isso, o futuro parece algo tão distante, tão incerto. Tudo o que ele sabe não cabe dentro de um amanhã, é suficiente para encher de vontade de viver o agora, de correr pelas ruas, de banhar-se no rio, de colher os frutos maduros da goiabeira e de assoviar pra menina dos seus sonhos.
Na noite passada ele viu na TV soldados morrendo na guerra, tempestades destruindo cidades inteiras, fogo devorando campos inteiros, crianças de olhares tristes chorando a falta da Mãe que não voltou pra casa com o pão que prometeu. “Pra que escola”, pensa de novo o menino... Ele lembra muito mais das histórias contadas pelo avô, pelo guarda da praça, pela mulher que ajuda sua Mãe nos afazeres da casa, do que das lições de sua linda e adorável professora. Ele se entusiasma muito mais vendo o rio a correr, os pássaros a voar, as flores a desabrochar, a árvore a oferecer gratuitamente seus deliciosos frutos...do que com os deveres de matemática, de ciências e de todas as demais matérias ensinadas pelas lindas e adoráveis professoras.
O ônibus chega, o menino volta à realidade, chega à escola e ao entrar na sala avista as mesmas carteiras enfileiradas, o quadro-negro ao centro da parede da sala, a linda e adorável professora e seus colegas, todos eles com a mesma cara de bobo que ele viu, ao acordar, no espelho de sua casa, ao preparar-se para ir à escola.
Um dia quando eu crescer, pensa o menino, vou ficar em casa o dia inteiro. Vou brincar com meus amigos, correr pelas ruas e becos, vou banhar-me no rio, vou ouvir as histórias do meu avô, do homem da mercearia, da moça que ajuda nos afazeres lá de casa. Vou colher os frutos da goiabeira, cantar com os pássaros e assoviar pra menina de riso bonito que me encanta com seu doce olhar... Ah, mas não vai ter a mesma graça...já não serei mais o que eu queria ser: Um menino!
Friday, September 11, 2009
Monday, September 7, 2009
Thursday, September 3, 2009
Wednesday, September 2, 2009
Rio que banha meus olhos
E que faz transbordar em mim
Minhas travessas memorias…
Rio cujas aguas sinto lavar minha alma, quando em seu leito me deleito,
ao deslizar, sobre o espelho de suas aguas,
O barco dos meus sonhos.
Rio que ao renovar-se a cada instante
Por um instante me recorda que assim devo ser.
Rio que me entretem em minhas horas vagas,
suavizando o peso dos dias e
devolvendo ao meu corpo cansado a energia emprestada ao tempo.
Rio que me faz lembrar, feliz , outros rios…
os rios da minha infancia a milhas e milhas daqui.
ABrito – 2009 (Ao caminhar a margem do East River)
Saturday, August 29, 2009
Thursday, August 27, 2009

Meus Pais
Vocês me ensinaram os melhores caminhos da vida e eu fiz minhas escolhas norteada por eles. Tudo o que eu sou, o que eu sei, o que eu tenho de melhor é fruto do que de vocês aprendi, somado a minha vontade e determinação de ser eu mesma.
Com vocês aprendi a nunca desistir sem tentar, tantas vezes for necessário e possível.
Aprendi a reconhecer meus próprios limites, a respeitar o direito dos outros, a acolher o diferente, a aceitar diferentes idéias e pensamentos, mesmo que isso me frustre algumas vezes. Essas atitudes nos tornam pessoas melhores e mais saudáveis.
Tantas vezes vi o rosto suado do meu Pai, o corpo cansado pelo trabalho braçal, a olhar cheio de esperança o horizonte, a espera da chuva que nos traria fartura, e a sua alegria ao ver as nuvens se formando no céu. Vi também sua tristeza quando a chuva não vinha.
Lembro das noites que ele nos carregava nos braços, adormecidos, embalados pelas histórias que ele e mamãe nos contavam, em versos e prosa. Lembro da alegria dos dois ao acolherem os vizinhos em nossa casa, nas mais diversas ocasiões.
Lembro minha Mãe nos ensinando as primeiras letras e sílabas, os primeiros conhecimentos históricos, geográficos e científicos. Nunca esqueci a tabuada, aprendi toda ela, não somente decorei, pois ela nos ensinava fazendo associações. Aliás, tudo na nossa Escola era concreto, minha Mãe foi a Professora Leiga mais bem preparada, mais sábia que eu tive em todos os tempos.
Lembro, já na Cidade, das tantas vezes que ela chegava em casa exaurida depois de um dia intenso de trabalho nas Escolas onde ensinava e de estudo à noite onde cursava o Pedagógico e depois a Universidade onde se formou, já adulta. Uma verdadeira guerreira. Uma mulher de fibra, exemplo de coragem, determinação e muita fé. Ela nunca deixou nos faltar o essencial, mesmo quando teve que lutar por si mesma, quando sofria ao extremo. Ela sempre nos demonstrou o seu Amor, através de sua resignação, doação e capacidade de superar desafios sem medida. Com ela aprendi a ser forte, a resistir, a enfrentar meus medos. Com os dois aprendi a ser a pessoa feliz que sou. Aprendi que o Amor é bem mais do que palavras, do que troca de afetos, do que juramentos e promessas. Amar é SER e DOAR-SE.
Agradecer aos dois nunca será bastante!
ABrito - 2009
Sunday, August 23, 2009

Liberdade é meu nome
Habito o mundo inteiro e
Onde quer que me procurem
me encontrarão.
Porem, é preciso que me acolham primeiro
por dentro, no mais profundo do ser
onde habita a verdade e
os misterios se desvendam…
Onde a Alma desnuda, revela-se.
Onde os sentimentos sao reais
e nunca se disfarcam.
Liberdade é meu nome… e
Como passaro livre lanço-me
ao encontro do desconhecido,
sem temores a limitar meu desejo de voar mais e mais alto,
descobrindo novos universos,
descortinando horizontes novos e longinquos,
deixando-me encontrar e possuir.
Transponho as montanhas das dúvidas
e os abismos do medo.
Enfrento os temporais das incertezas…
E depois de deixar no infinito
as indeléveis pegadas da minha presença
pouso feliz na terra onde habitam os que me procuram
e sinceramente me querem.
Friday, August 21, 2009

A liberdade abriu meus bracos
Fazendo-me criar asas
E num gesto de gratidao
Alcei meu mais perfeito voo.
Voei por cima das montanhas
Dos mares
Das nuvens
Como se nada mais importasse
Obstaculo nenhum me impedisse
Medo nenhum me apavorasse
Limite nenhum me negasse o direito de seguir adiante
Ate que so avistei a imensidao azul
do infinito espaco de possibilidades
no qual me lancei.
Voei longe e mais longe
onde nada mais havia
alem de mim
alem dos meus sonhos
alem das minhas certezas.
E foi entao que me reconheci,
me reencontrei
e tomei de volta o caminho
para o lugar de onde nunca, de fato, me afastei.
ABrito - 2009
Thursday, August 20, 2009

Deixe pelo caminho as pegadas
De sua ausência e
Na melodia das ondas a doce canção do adeus.
Nao tente apagar o brilho das estrelas e
Nao pinte o mar de outra cor
A vida nao mudará seu curso
E nao cessará de renovar-se.
Outras pontes serão construidas
Sobre as aguas turvas do inexplicável
E haverá de novo
e sempre
uma Manhã
Uma Tarde e
Um Anoitecer
Um Mar azul
E Estrelas a pratear o céu
que como um véu
protegerá
a nossa solidão.
ABrito - 2009
